É muito comum ouvir o pessoal criticando a sociedade, o governo, dizendo que ninguém presta, as pessoas perderam seus valores, o mundo está perdido… E também é muito fácil falar mal.
Uma vez, a caminho da casa de minha namorada, certa situação me deixou pensando. Basicamente, os pontos de ônibus próximos à casa da Thatá ou ficam muito antes ou muito depois, o que faz com que eu torça para encontrar um farol fechado para que o ônibus pare e eu possa gritar falar para o motorista: “O senhor pode abrir aqui, por favor? Obrigado!” Muito normal.
No trajeto, o farol fechou, sorte! Quando ele parou na esquina paralela à casa, naturalmente perguntei o de sempre. A resposta veio:
— Não posso. É contra a lei.
Mas, como assim? Todo mundo deixa, todo mundo faz isso! Como ele não estava permitindo que eu simplesmente descesse… era um processo que não ia levar mais do que 5 segundos!
Não obstante, um senhor bateu na porta do ônibus parado, querendo entrar; outra investida:
— Não posso. Isso dá multa, não vou abrir.
O senhor saiu indignado!
Desci no próximo ponto e alonguei minha caminhada. No meio do caminho, parei. ” Eu estou bravo porque alguém fez o certo. Estou bravo porque ele foi correto e cumpriu a legislação. Nossa.”
Pulei a poça d’água atônito e corri para o prédio.
Escrito por Cauê Fabiano 








